abril 02, 2004

Animação - Rascunhos de Bordo...

A beleza das coisas encontra-se na profunda simplicidade de uma origem. Na ausência de perguntas que saciem a curiosidade de uma essência. Resulta no conhecimento da sua beleza, sem no entanto se saber a origem de tal natureza e ocorrência. São belas porque algo em si realça a divina existência que possuem. O espelho do seu corpo e da sua matéria, originam miragens e viagens poderosas, em quem as contemplam e se deixam minar pela sua profundeza e limpidez transcendental. A divindade de um sorriso rasga o oceano de lágrimas salgadas, quando nesse sorriso reconhecemos uma magia e um perfume únicos, dos quais não possuímos nem conhecemos a constituição ou os ingredientes. Uma planta cresce no seu meio, desflora a passagem e mina de brilho quem por ela se deixa absorver. Mas uma vez resgatada do seu meio, ou meramente copiada, ela perde a sua sedução afrodisíaca, parecendo um oásis aprisionado no passado não muito distante. Deveremos ter consciência, como animadores, de que as pessoas com que convivemos, com que trabalhamos e para quem trabalhamos, têm o seu meio e as suas características individuais e grupais. E mais importante que tudo, todas elas escondem em si capacidades e faculdades, uma beleza que as faz diferentes, na sua igualdade, perante os outros.

Publicado por Ray_Manzarek em 08:41 PM | Comentários (0)

Teatro de Sonhos - Diário de Bordo

A lua espreita sorridente, vociferando a melodia afrodisíaca do sentimento , abraça o sol numa despedida calorosa e ali fica cativa. Necessitando de amor , de olhares penetrantes e doces. A canção que se ouve sussurrar na praia é a canção da esperança. Que tudo seja como aquele momento, doce, simples, magnífico. A lua beija a dor , abraça o sentimento, cura com o seu brilho toda a escuridão que assola o ser. Com a sua essência ensina-nos que podemos ser como ela, se nada pedirmos em troca. Apenas um pouco de atenção e carinho, um pouco de amor e dedicação.
Dedicação a algo em que acreditamos, que depositamos a nossa criatividade e irreverência. A algo que está dentro de nós, e o sentimos como parte indissociável do nosso respirar. Ao olhar para o movimento acrobático da lua, dançando alegremente, partilhando a pintura celeste com o sol, Pedro relembrava o seu projecto, o contexto a ele intimamente ligado. Como negar a sua profunda paixão pelo teatro, discorrer sincero de sensações, de um interior que é nosso, com o qual podemos brincar, abraçar e demonstrar. Porquê uma cada vez mais penumbra perante a aparição de nós perante os outros? Porquê tanto medo de nos mostrarmos, a nossa vivência, o nosso movimento corporal, a nossa sensibilidade poética e metafísica? O teatro era para Pedro, a límpida representação do abraçar do eu individual e do espírito de grupo. O alimentar de uma personagem, encarnar num novo corpo e alma, expressão plástica espectacular, desenfrear profundo e sincero de sentimentos e vivências, libertar dum eu e de uma alma. O teatro como intervenção social, o teatro como um palco não de falsas almas, cruéis mentiras tatuando o espaço, mas como uma parafernália belíssima de emoções, de rugidos filosóficos, de conjugação de esforços. No teatro aprendia a ser ele próprio, reconhecia a sua individualidade. Abraçava a sua alma e compreendia o espaço que o rodeava. No teatro aprendera a ser ele próprio, sem ter receio ou medo de o ser.
Um actor não é um camaleão. Um camaleão é que é um actor.

Publicado por Ray_Manzarek em 08:38 PM | Comentários (0)

Pensamentos

A mais bela passagem é aquela que construímos, não a que aproveitamos.


Publicado por Ray_Manzarek em 08:33 PM | Comentários (0)

Outro Pensamento...

O sentido da vida está no que podes vir a ser, a partir do que já és.

Publicado por Ray_Manzarek em 08:31 PM | Comentários (0)

Pensamento

Podem-te tirar o que tu amas, mas não o teu amor...

Publicado por Ray_Manzarek em 08:29 PM | Comentários (1)