outubro 11, 2003

Banda sonora para uma grande Meditação

1 - Omar Faruk Tekbilek - I love you ( música àrabe instrumental - líndissima! )
2 - Gotan Project - Queremos Paz
3 - Kaunesh - Alibaba ( mistura de várias influências ,desde música chinesa até indiana )
4 - Angel - Tears Inshalla
5 - Sina Vodjani - Vision of Mahakala
6 - Alessandro Safina - Diva Mea
7 - Bally Sagoo - Dil Cheez
8 - David Visan & Carlos Campos - Crystal Heart
9 - Lemongrass - A journey to a star
10 - Fille de Pékin ( absolutamente estrondosa, esta música! ) - ( Budah Bar IV )
11 - Tibet (A Passage To...) - ( Budah Bar IV )
12 - Window of My Dreams ( Budah Bar IV )
13 - Historia de un Amor - Guadalupe Pineda
14 - Distant Lands - Armen Chakmakian
15 - Rahda Ramana - Tulku
16 - Dancing With the Muse - Chris Spheeris
17 - Nicos - Golden Lotus
18 - John Kaizan Neptune - Sorocos
19 - Yorgos Kazanzis - Solitude
20 - Gustavo Montesano & Royal Philarmonic Orquestra - Tango Serenata (Schubert - Standchen)
21 - Adrian Enescu - Invisible Movies Part I
22 - Oliver Shanti & Friends - Sacral Nirvana
23 - Jesse Cook - On Walks The Night
24 - Gotan Project - Triptico
25 - Talvin Singh - Veena

Publicado por Ray_Manzarek em 07:51 PM | Comentários (1)

Continuem a sonhar

Sonho fatal


Fumo de sonhos.... nevoeiro de morte
Cinza de existência... eclodir do devir
Choro de maldição... Infestação de almas
Aniquilemo-nos
Deixemos matar a razão
O sentir
O amar...
Ir embora.. desaparecer
E não olhar para trás.
Recordem-me pelo que fui
Pela positiva...
Não pensem em mais nada.
Quando for o momento
Não meditem... não se importem..
Bem vindos ao doce sofrimento
Ao estalar do tormento
Assassinar do sentimento....
Não temam o desconhecido..
Continuem...
Continuem a sonhar...

Olhou para o seu último escrito. E nada mais teria a dizer se alguém lhe perguntasse o que sentia, o que reconhecia crescer em si. Era exactamente aquilo que lia agora, escrito à segundos.

Cinza de existência, nevoeiro de morte. Algo fácil de imaginar, mas desumano de sentir. Daniel sabia-o bem, infelizmente. E deixava lentamente matar a razão, o sentir, o amor. O perfume de vida tivera-se dissipado à tanto tempo atrás. Porque agora todos os momentos e invocações bebiam da necessidade de ir embora a única razão de existir. Ir embora, desaparecer, refugiar-se da dor e do sofrimento, como ser fraco que agora se reconhecia espelhar no reflexo do seu corpo. Mas a realidade nua e crua é que ainda não o tivera feito. E ainda mais forte era a razão de tal. E Daniel sabia-o tão bem. “Continuem... Continuem a sonhar...” . Falava somente para ele próprio. Era irónico consigo mesmo. Daniel procurava ardentemente a sua essência, a sua alma.

Retalhos de Sentir - Pequeno livro escrito por mim

Publicado por Ray_Manzarek em 07:19 PM | Comentários (0)

Triste realidade

Por vezes pensamos que vivemos, até acordarmos perante a nossa morte.

Personagem Ticha meditando - Retalhos de Sentir - Pequeno livro da minha autoria

Publicado por Ray_Manzarek em 07:14 PM | Comentários (0)

E se...

A vida numa cidade é digna de um livro, pensou. Tomou como dica este seu pensamento. “O que pensariam as pessoas se por acaso escrevesse um livro sobre mim?” E agora essa pergunta invadia-lhe a alma. Realmente, pegando nos seus últimos dias, seria algo parecido com muitas filosofias, muitos argumentos e pouco trabalho. Se calhar até diriam que a vida dela era nada fazer. Estar todos os dias em casa, a pensar em qualquer coisa, ir tomar um café e ir para o trabalho.
Retalhos de sentir seria o nome. Era uma expressão que à já algum tempo abraçava a sua alma e essência e na qual encontrava muito de si. Retalhos de um sentir para ela implicava o dissertar e o partilhar de filosofias, traços indistintos de uma individualidade, tatuados numa folha, quer através de caracteres, pinturas ou até música. Arte como um pequeno abraçar de essência, desflorar de parte da individualidade que todos identificamos dentro de nós. Retalhos de sentir bebia de uma essência o seu ventre gerador e moderador, justificação para uma possível redescoberta e partilha reconfortante. Seriam os seus Retalhos de Sentir.

Sorria timidamente imaginando os contornos densos do seu “filme”, nascendo fervorosamente, avassalador, fundindo o sabor de sonhos, mas também de disparates, com sessão de autógrafos incluída e tudo. Máquinas fotográficas e flashes, inundando o espaço, bebendo do talento e dedicação de um indivíduo, o seu ganha pão tatuado numa simples película fotográfica como exposição capitalista e material, exploração de uma imagem, saciar ávido de curiosidade e voyerismo. No entanto duvidava do sucesso do seu hipotético livro ( o qual seria muito difícil de acontecer, porque não se imaginava como sendo uma escritora ). Quem se iria dar ao trabalho de ler fosse o que fosse, emanado de si, das profundezas sentidas da sua essência e alma, retractadas numa filosofia que a abraçava, constituindo muito de si e das suas acções conscientes?. Se ainda fosse uma história de assédio sexual, de fuga para o estrangeiro por um amor, de mortes e sangue, de traição. Mas de filosofias de vida, de pontos de vista, nada disso interessa. Para as maioria das pessoas, ao lerem o seu “hipotético” livro, saltaria logo um comentário característico, “ Credo, esta mulher não fazia nada senão estar a pensar na vida?” , “Ia ao trabalho só de vez em quando”, “Pensa tanto que não diz nada de jeito” , “Se trabalhasse mesmo a sério como eu, isso sim, não tinha tempo nem sequer para respirar e já não dizia coisas destas” , ou mesmo, “Mas o que é que ela está para aqui a dizer? Não percebo uma palavra do que aqui está”
Seria assim, tinha quase a certeza. Uns chamar-lhe-iam doida, outros ficariam a olhar para os seus escritos com uma visão qualquer coisa como “escreve coisas muito lindas para encher papel”. Porque é mesmo assim. As pessoas agora não estão interessadas numa vida banal, mesmo que fale de sonhos, do Mundo e da Vida. Mesmo que fale de lutas, de Esperança e de Amor. Estão interessadas na mesquinhez, na salada russa de telenovelas. As pessoas não vivem a sua vida, vivem a dos outros. Aqueles que não são reais, aqueles que se criam num e para um ecrã. E que desaparecem no tempo, sem nunca terem realmente existido. Ela, mesmo que escrevesse alguma coisa, mesmo que fosse algo real, nunca teria hipótese de passar a sua mensagem, de entoar o sentimento e a vontade inocente de tentar mudar o Mundo, através de uma filosofia que a definia e em que acreditava mais que tudo. Que a fazia ser ela, diferente de todos os outros, que fazia com que todos os outros fossem diferentes dela. Mas iria alguém perceber... Patrícia torcia o nariz. Certamente que muito poucos.


Retalhos de Sentir - Pequeno livro da minha autoria

Publicado por Ray_Manzarek em 07:12 PM | Comentários (0)

Não querer sonhar...

É tão triste não querer sonhar, não dar as mãos ao sentimento que entoa ternura, que aquece os nossos corações, incentiva a lutar e a rasgar céus e mares nunca dantes alcançados. Que se faz ? Ignora-se... Ignoram-se os sonhos que abraçam a Vida , que lhe conferem sentido e brilho. Depois queixam-se , hostilizam a existência e a vontade. Não são mais que peões de um jogo de xadrez, manipulados pela força viciada do Meio, são jogados muitas vezes inconscientemente, absorvidos por um auto consentimento. Deslocam-se de xadrez em xadrez , de rua em rua , de destino em destino, até serem esquartejados , abandonados no relento frio do perecer corpóreo. Jazem na solidão quente do campo de batalha, com os seus membros apodrecidos, desfiando ao vento quente de recordações. Repletos de mágoa por uma luta que nunca existiu, por uma vontade apagada da memória e agora ressuscitada. Por um amor que nunca tivera partido de seus corações, apenas fora ignorado. Ignorar o Amor é como ignorar a Vida. Ignorar o sonho é o suicídio de todas as almas. Ignorar a nossa força é não admitirmos quem somos, quem podemos ser. Esconder a nossa essência das pessoas, criar refúgios soturnos , entoar melodias vagas e tristes. Não escolher o rumo que sorri para nós , que entoa a Esperança e pede a nossa força para lutar por ele. Não criar asas em nossos corpos desnudados, voando sem destino com o nosso amor. Nada disso interessa. Interessa enganar o tempo, a vontade. Interessa comprar, ganhar, vencer. Quando já perdemos realmente tudo o que nos define. A nossa alma, a nossa Vida, o nosso Amor.

Retalhos de Sentir - Pequeno livro da minha autoria

Publicado por Ray_Manzarek em 07:07 PM | Comentários (0)

Retalhos.....

Os Homens pensam-se Deuses, julgam-se detentores de sua mãe. Daquela que lhes deu alimento, que os criou e lançou para a vida. Esquecem-se que os seus actos não são para si. São como sinónimo de um poder e controle que julgam ter em suas mãos. Sujam de sangue o manto que um dia os abrigou, inundam de podridão os rios que lhes matam a sede. Queimam as folhas que lhes abraçam o corpo. Racionalidade? Necessidade? Não... sede de poder. Glamour de controlo, de regras, de sistemas hierárquicos, de um diploma dicionário de todo o seu saber. Será isto saber, será isto conhecimentos? O saber nasce do desejo de ser maior. E aí reside a diferença entre os Homens. Existem aqueles que lutam por ser Maiores. Existem outros que desejam ser maiores. Aqueles que procuram a verdadeira sabedoria, aquela que irá residir sempre dentro da nossa essência, a sabedoria que alimenta a esperança , o combate por uma compreensão melhor do espaço, de uma Vida livre e brilhante , são os que lutam por ser Maiores. Os que vêm no diploma que receberam, todo o saber que necessitam na vida , que vêm no saber a forma de exercer o poder que agora julgam ter , que irão manipular a sua sede de controle , criar regras , reger-se pelas mesmas... integrar-se na hierarquia , no topo , hostilizando e sentindo-se superiores a quem está por baixo deles , esses nunca saberão nada. Nunca compreenderão a Vida, a beleza por detrás de qualquer conceito, de qualquer teoria ou diploma. Esses são os que desejam ser maiores. Apenas ficam mais pequenos, apenas vivem sem nunca terem realmente aprendido, sem nunca sentirem o sabor de uma compreensão do saber. Da verdadeira essência da Natureza , da Vida , do que os rodeia e os criou. Têm no currículo todas as provas de um saber. O material, o corrosivo. Intelectualmente são dotados. Mentalmente são envenenados. Por um poder que brilha perante os seus olhos, por uma ambição desmesurada, nunca justificada. Quando morrem, o que interessa o controle? O que interessa o poder? Eles sentem , eles amam... porque não admitem isso? Porque não viver somente do amor e da paixão? Porque não é possível. Porque é inconcebível. Controlo social ? Ideia social ? Conjunto de regras e modelos comportamentais? Serão as fábulas tão bonitas e improváveis? Será a ideia de uma Vida por um amor , uma ideia linda mas impossível? Porquê?...
Tantas interrogações, questões lançadas com fundamento. Daniel detinha as respostas. Aquelas que definiam a sua alma , o seu coração. A sociedade de hoje fomenta o controlo, o poder e a ambição. Premeia quem procura alcançar cada um destes parâmetros. Incentiva a essa obtenção. Os sistemas sociais hierarquizados, as regras e modelos, os grupos, fomentam a luta mesquinha por um lugar mais alto , não vendo limites para essa obtenção. Onde está o Amor? Onde está Vida nisto? Levantar-se de manhã, olhar para o relógio, correr para o trabalho. Almoçar à pressa, receio de não chegar a tempo... retorno ao trabalho. Final do trabalho , a noite abraçando a cidade. Regresso a casa. Liga-se a televisão. Refúgio no quarto. Final de um dia. Repouso na cama. Onde está Vida nisto?

Personagem Daniel deambulando numa meditação introspectiva - Retalhos de Sentir - pequeno livro da minha autoria

Publicado por Ray_Manzarek em 03:33 PM | Comentários (0)

Retalhos...

Porque a vida só acaba quando a nossa voz se perde no esquecimento de um sentir, na mágoa despedaçante de uma perda perante nós próprios, alicerçada no profundo entristecer de espírito. Porque a vida só acaba quando aniquilamos os nossos sonhos, abandonando-os na eminência do suor do campo de batalha, representação de uma realidade à qual nenhum de nós pode, nem deve fugir ou procurar ocultar, criando uma máscara disforme de apatia. Quando olhamos nos olhos dos sonhos, revestidos de divindade, partilhando com eles a apática desistência, eles fogem-nos, partindo envolvidos num despedaçar opressor, por entre gritos suspirantes de alma e de espírito.
O espírito, a essência... serão imortais?
Se acreditares, se te abraçares, moldando o teu destino, amando a tua individualidade, bebendo da alma o fio condutor de divindade, talvez a eternidade se tatue no teu sol confidente, na tua lua límpida de sonhos, vida e amor. Se o coração ouvires, por mais dolorosas que as palavras possam soar, no estalar do sofrimento e das sombras lívidas, seguirás o teu caminho, guiando o teu destino, e no fim nada parecerá em vão. Porque foste, amaste.. e criaste. Foste divindade. E isso pincelará a eternidade límpida moldada na tua canção de amor, vida e esperança.
Mas para tudo isto, só existe uma resposta.


Ela está embebida na tua voz.


- Prefácio do meu pequeno livro Retalhos de Sentir

Publicado por Ray_Manzarek em 03:29 PM | Comentários (0)

outubro 10, 2003

Bright midnight serenate

Streets filled with blood
Painting my lost face
Sky whispering the love
Lost words..lost case

Moonlight kissing the city
Memories dancing in the wind
Spirit becomes slippy..
You´re my only true sin.

Nature birds sang of sorrow
Drinking the essence of hollow
Don´t know what to do...
Need a road.. a clue.

Guide me with your eyes
Bright midnight serenate
I´m stuck in so many lies..
Say one word.. One place.

Where I can show you my soul
A true secret diary
Writings of my heart
You´re a beautiful fire.

Kiss me , hold me close..
Let me give my spirit..
And all the words in the world
Would be special.. a lyric.

Guide me with your eyes
Bright midnight serenate
I´m stuck in so many lies..
Say one word.. One place.

A poem sings of passion
Drinking tears of a lession
Hard to know and understand..
I´m lost in this huge land.

Guide me with your eyes
Bright midnight serenate
I´m stuck in so many lies..
Say one word.. One place.

Publicado por Ray_Manzarek em 09:31 PM | Comentários (0)

My last angel dance


In the ocean of dreams
Swims the passion
Full of human beings
Waiting for their action.

I´m now a sad shadow
Of a vanishing memory
Come to me and say hello
Don´t hesitate and feel sorry.

Wishes kissing the night
Empty loneliness in the dark
Out of soul, out of sight
Is there a point, or a mark?

To tell me that I´m wrong
Lost in this weakness
Sing me a trully song
Fill my lovely sadness.

Only a whisper in the wind
Dances among with fire
Nothing really mean
Only your love.. my candle.

Don´t say goodbye
I might want to die
Because your essence
Is my last angel dance..

Is this true?
Is it all echoes in empty?
No.. love is the answer
Cure my soul cancer.

Don´t say goodbye
I might want to die
Because your essence
Is my last angel dance.

Publicado por Ray_Manzarek em 09:30 PM | Comentários (0)

...

Stabbing echoes in the night
Speak of silence and fight
Whispering with fear
Nobody remains near...

Why understand the pain
answers kissing the rain
With one single action
I´m lost in this mansion...

Fill with wine, true wine..
Dying softly in the vine..
It can´t be...
Come to me.. come to me..

Colors of sweet desire
Make me fly higher...
If I fall down..
Don´t cry out loud..

Angels in the horizon...
Sing me a song...
Tell me that is morning..
To awake...
to make me feel sorry...

Grab my hands and fly..
I know that I have to die..
Don´t be afraid and take me
I´m lost , don´t you see ?

Colors of sweet desire
Make me fly higher...
If I fall down..
Don´t cry out loud..

So much beauty and love
Remains in so many hearts..
they appear , they come..
Let me play the cards...

Of my faith and destiny
Lying in the eternity..
My body kissing the sea
Will be my legacy.

Why feel sorry...
Why try to understand..
I love you all so much..
Feel my heart.. my touch.

Colors of sweet desire
Make me fly higher...
If I fall down..
Don´t cry out loud..

Publicado por Ray_Manzarek em 09:28 PM | Comentários (0)

Gotan Project

Foi uma descoberta recente, este grupo. O que o torna sedutor e agradável ao ouvido é a refrescante reinvenção de diferentes géneros musicais, fundidos basicamente sobre um manto subtil de música de dança, abraçada e adocicada grandemente com toques chill out e com grandes doses de tradições e temáticas culturais. A criatividade e talento dos músicos ( Dj´s ) é inegável, pois num terreno tão enlameado como este ( o da dança, onde raramente se encontra algo que puxe e faísque o espaço ), conseguem ( pelo menos a mim ) entusiasmar, cativar e fazer sonhar. Existem músicas que são deliciosamente bem feitas, as quais ficam no ouvido e ajudam grandemente a meditar e passar o tempo com gosto e prazer.

Publicado por Ray_Manzarek em 09:25 PM | Comentários (1)