junho 14, 2004

Oh, melodia...

Quando verificamos a nossa perda perante nós próprios, engolidos numa solidão introspectiva que mal nos deixa respirar, engolindo o nosso suspiro e o timbre de voz, por vezes mergulhamos no abraço terno e suave da música. Ela tem esse misticismo, essa força inenarrável que espevita, faz renascer esperanças e sonhos. Possui nos seus mantos mensagens, tatuagens de artistas e músicos, que concebem peças de artes, manuscritos sinceros do seu sentir e estar perante o mundo, uma mensagem que desejam ser partilhada e descoberta. Sem sombras lívidas de dados erróneos ou falsidade. Apenas partilhando algo em que acreditam, parte da filosofia que lhes banha o ser, envolta em mantos de acordes e pautas musicais, rasgando o silêncio e a apatia, incentivando a um processo de descoberta e comunicação introspectiva, mas também exterior, para o mundo e perante o mundo.
A música é uma dádiva, suspiro do mundo e entoação suave da Natureza e dos seus mantos. Um vício apaixonante e quente, como os dias febris do Verão, acariciando o nosso respirar e incentivando-nos a viver ainda mais. A música será sempre o canto de um Mundo, a representação que tanto temos para dar e transmitir, libertar e comunicar. A representação de faculdades, conhecimentos, aprendizagem e sabedoria. A música é um processo introspectivo de conhecimento, desenvolvimento da individualidade, desbravar e acariciar de alma e essência. Uma carta aberta, envolta em sais líricos extasiantes, para todos os que se dispõem a ouvi-la, a percebê-la, a dar-lhe atenção.


In Diário de Bordo

Publicado por Ray_Manzarek em junho 14, 2004 12:45 PM
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junho 14, 2004
Oh, melodia...

Quando verificamos a nossa perda perante nós próprios, engolidos numa solidão introspectiva que mal nos deixa respirar, engolindo o nosso suspiro e o timbre de voz, por vezes mergulhamos no abraço terno e suave da música. Ela tem esse misticismo, essa força inenarrável que espevita, faz renascer esperanças e sonhos. Possui nos seus mantos mensagens, tatuagens de artistas e músicos, que concebem peças de artes, manuscritos sinceros do seu sentir e estar perante o mundo, uma mensagem que desejam ser partilhada e descoberta. Sem sombras lívidas de dados erróneos ou falsidade. Apenas partilhando algo em que acreditam, parte da filosofia que lhes banha o ser, envolta em mantos de acordes e pautas musicais, rasgando o silêncio e a apatia, incentivando a um processo de descoberta e comunicação introspectiva, mas também exterior, para o mundo e perante o mundo.
A música é uma dádiva, suspiro do mundo e entoação suave da Natureza e dos seus mantos. Um vício apaixonante e quente, como os dias febris do Verão, acariciando o nosso respirar e incentivando-nos a viver ainda mais. A música será sempre o canto de um Mundo, a representação que tanto temos para dar e transmitir, libertar e comunicar. A representação de faculdades, conhecimentos, aprendizagem e sabedoria. A música é um processo introspectivo de conhecimento, desenvolvimento da individualidade, desbravar e acariciar de alma e essência. Uma carta aberta, envolta em sais líricos extasiantes, para todos os que se dispõem a ouvi-la, a percebê-la, a dar-lhe atenção.


In Diário de Bordo

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