Hoje, pode ser o começo de tudo. De uma história, de um desenvolvimento de uma personagem, aquela que nos veste e emancipa. Pode até ser o começo de uma nova jornada, rasgando o corpo e a alma, alimentando-a de sonhos e memórias. Mas pode também ser o acorde sentido que desmistifica o significado da palavra “fim”, para lhe conceder um novo início, e roubar-lhe a plena convicção de existir como o interregno de alguma coisa. Para um fim existe sempre um início. São como irmãos, inseparáveis realidades circunscritas a uma existência paralela. A realidade alimenta-se de uma constante migração de necessidades e invocações, que juntas evidenciam a urgente clemência de um novo rumo, de um novo começo, de um novo final. Um final para alimentar a esperança de um sentimento renascido, para saciar a dor de uma solidão que por vezes inunda o ser. Quando estamos sozinhos perante nós próprios, nem uma imensidão de pessoas, de amigos, nos parece valer na triste evidência de uma atmosfera mórbida e crua. Olhamos para nós próprios e reconhecemos o suor dos nossos erros, a melancolia inerente a um novo respirar corpóreo. O mundo parece-nos diferente, nem sequer o azul gravado nas abas do céu nos consegue absorver na sua beleza. Tudo é distante, opaco, baço na sua miscelânea de sentires e aromas. Nasce do nada e para o nada se encaminha, como triste dissidência alimentando o discorrer de um leve rio, caminhando as suas águas para outros rumos e existências, não pactuantes com a nossa inconstância tenebrante interior.
In Diário de Bordo
RENASCER é divino! É sempre bom renascer e fazer renascer algo. um sentimento, uma paixão por uma musica, um livro, uma paisagem,os nossos objectivos, enfim...
Afixado por: valeria mendez em junho 11, 2004 10:07 AM"Quando estamos sozinhos perante nós próprios, nem uma imensidão de pessoas, de amigos, nos parece valer na triste evidência de uma atmosfera mórbida e crua." Concordo com o que disses-te e sublinho a parte "nem uma imensidão ... de amigos" pk o "parece" tem mais valor aqui na realidade, do que noutro contexto em que seja empregue. De facto, quem já escreveu para um eterno amigo:"vieste um dia/ ofegante e bem disposto/ harmonizar eloquentemente/ as penumbras adormecidas/ da minha apagada vida/ gestualmente irresistível/ comico de nascença e profissão/ transpiras pinceladas alegres/ numa tela suja/ e idosa/ sorris perante uma lágrima escondida/ cantas melancolicamente para uma alma triste/ vives para sorrir/ sentes para amar/ ama.../ quem te merece/ alguem que te dará felicidade/ que tão nobremente irradias/ acolhe o ser/ que te complementa/ amor/ floresta de caminhos labirinticos/ todos nós somos presas/ não te deixes apanhar/ por algo que não mereces/ amigo/ meu grande amigo.../ sorri de novo/ canta algo.../ aproveita o sonho nobre/ mas temporário/ Da vida"!!!! é verdade... já escreves-te isto... mas voltando ao coment, de facto quem já escreveu isto tudo sabe dar o valor que por vezes temos tendencia a esquecer!!! Este poema, serviu-me varias vezes para levantar a cabeça e seguir em frente com um estupido mas meu sorriso na cara, que rapidamente passou de estupido a característico e por fim a eterno!!! obrigado pelo poema, se é que nunca te agradeci antes, e contínua a escrever pk tens dedos, cabeça e coraçao para o fazer!!! Já eu como deves ter reparado, escrever sem correcção automática dos erros não é comigo!!!! abraço grande rapazolas!!!
Afixado por: Tiago Galvão em junho 24, 2004 02:50 AM