fevereiro 09, 2004

Febril dia de Agosto

Querias encontrar-me no final do teu destino
Na tristeza de um grito derramado no escuro
Ao invés olhaste para o choro de um sino
Reclamando o abandonar tatuado num muro.

A história que reclamaste como nosso rebento
Era afinal a demonstração do teu amargo sabor
Deixaste-me absorto, minado, sedento...
Pincelando caminhos, reclamando um amor...

Viveste sonhos sozinha, empolgada pela névoa
Aquela que nunca te desenhou o nosso respirar
E o retracto que imaginaste, com a tua régua
Esquartejou o canto, o recriar, o saber voar..

Desconfiaste de quem te ajudou no sofrimento
Perdeste a inocência que te vestia o rosto
A mágoa de sentir o amargo desalento
Suspirou naquele febril dia de Agosto...

A palma de mil destinos perdia toda a sua glória
Quando nas tuas palavras se despiam fragrâncias
Espelhando a verdade, envenenando a memória
Museu de falsos milagres, vagas intolerâncias...

Agora estás onde queres, trapezista do teu circo
Onde não habito jamais, nem sequer em sonhos
A pintura que guardo, é doce, perdão.. minto.
É um acordar que sussurra paladares risonhos.

Publicado por Ray_Manzarek em fevereiro 9, 2004 12:35 AM
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fevereiro 09, 2004
Febril dia de Agosto

Querias encontrar-me no final do teu destino
Na tristeza de um grito derramado no escuro
Ao invés olhaste para o choro de um sino
Reclamando o abandonar tatuado num muro.

A história que reclamaste como nosso rebento
Era afinal a demonstração do teu amargo sabor
Deixaste-me absorto, minado, sedento...
Pincelando caminhos, reclamando um amor...

Viveste sonhos sozinha, empolgada pela névoa
Aquela que nunca te desenhou o nosso respirar
E o retracto que imaginaste, com a tua régua
Esquartejou o canto, o recriar, o saber voar..

Desconfiaste de quem te ajudou no sofrimento
Perdeste a inocência que te vestia o rosto
A mágoa de sentir o amargo desalento
Suspirou naquele febril dia de Agosto...

A palma de mil destinos perdia toda a sua glória
Quando nas tuas palavras se despiam fragrâncias
Espelhando a verdade, envenenando a memória
Museu de falsos milagres, vagas intolerâncias...

Agora estás onde queres, trapezista do teu circo
Onde não habito jamais, nem sequer em sonhos
A pintura que guardo, é doce, perdão.. minto.
É um acordar que sussurra paladares risonhos.

posted by Ray_Manzarek at 12:35 AM
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