O monte que engole o meu choro em silêncio
Pincela o pairar do sol sobre o teu mundo
Aquele que rasgas perante o ofegante dispersar..
Papel engolindo lágrimas e caracteres abandonados.
E quando a recordação ganha o poder da realidade
É invocado o triste e pesar som da obscuridade
Na lua que invade outro interregno de um sofrer
Em que a alma se inunda de silêncio, para não morrer...
Se te falo da notícia estalando no desejo de um futuro
Dizes-me que sabes a contradição de um pensamento
Se te digo que a certeza nasce no peito para não morrer
Falas-me da tristeza de um beijo que anseia por outro amor.
A mão que embala o sabor de sonhos e fragrâncias...
Escreve o vale que desenhas, na tua infinita meditação
E o céu encarrega-se de o traduzir numa canção
Aquela que resguarda a essência, quando reconheço o chão.
Bola de futebol, fiel namorada da doce infância
Abraça o escurecer tatuado na memória estacionada.
Um tempo que morreu, onde as palavras secam..
Onde o rosto se escreve de uma palavra, de um sentir.
O coração enlameado do teu vício, não descansa
O álcool destila os sentimentos reprimidos num choro...
Que teima em ser teu filho, sangue de um destino
Não desaparece, é eterno e febril servo..