outubro 11, 2003

Continuem a sonhar

Sonho fatal


Fumo de sonhos.... nevoeiro de morte
Cinza de existência... eclodir do devir
Choro de maldição... Infestação de almas
Aniquilemo-nos
Deixemos matar a razão
O sentir
O amar...
Ir embora.. desaparecer
E não olhar para trás.
Recordem-me pelo que fui
Pela positiva...
Não pensem em mais nada.
Quando for o momento
Não meditem... não se importem..
Bem vindos ao doce sofrimento
Ao estalar do tormento
Assassinar do sentimento....
Não temam o desconhecido..
Continuem...
Continuem a sonhar...

Olhou para o seu último escrito. E nada mais teria a dizer se alguém lhe perguntasse o que sentia, o que reconhecia crescer em si. Era exactamente aquilo que lia agora, escrito à segundos.

Cinza de existência, nevoeiro de morte. Algo fácil de imaginar, mas desumano de sentir. Daniel sabia-o bem, infelizmente. E deixava lentamente matar a razão, o sentir, o amor. O perfume de vida tivera-se dissipado à tanto tempo atrás. Porque agora todos os momentos e invocações bebiam da necessidade de ir embora a única razão de existir. Ir embora, desaparecer, refugiar-se da dor e do sofrimento, como ser fraco que agora se reconhecia espelhar no reflexo do seu corpo. Mas a realidade nua e crua é que ainda não o tivera feito. E ainda mais forte era a razão de tal. E Daniel sabia-o tão bem. “Continuem... Continuem a sonhar...” . Falava somente para ele próprio. Era irónico consigo mesmo. Daniel procurava ardentemente a sua essência, a sua alma.

Retalhos de Sentir - Pequeno livro escrito por mim

Publicado por Ray_Manzarek em outubro 11, 2003 07:19 PM
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outubro 11, 2003
Continuem a sonhar

Sonho fatal


Fumo de sonhos.... nevoeiro de morte
Cinza de existência... eclodir do devir
Choro de maldição... Infestação de almas
Aniquilemo-nos
Deixemos matar a razão
O sentir
O amar...
Ir embora.. desaparecer
E não olhar para trás.
Recordem-me pelo que fui
Pela positiva...
Não pensem em mais nada.
Quando for o momento
Não meditem... não se importem..
Bem vindos ao doce sofrimento
Ao estalar do tormento
Assassinar do sentimento....
Não temam o desconhecido..
Continuem...
Continuem a sonhar...

Olhou para o seu último escrito. E nada mais teria a dizer se alguém lhe perguntasse o que sentia, o que reconhecia crescer em si. Era exactamente aquilo que lia agora, escrito à segundos.

posted by Ray_Manzarek at 07:19 PM
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