outubro 11, 2003

Retalhos...

Porque a vida só acaba quando a nossa voz se perde no esquecimento de um sentir, na mágoa despedaçante de uma perda perante nós próprios, alicerçada no profundo entristecer de espírito. Porque a vida só acaba quando aniquilamos os nossos sonhos, abandonando-os na eminência do suor do campo de batalha, representação de uma realidade à qual nenhum de nós pode, nem deve fugir ou procurar ocultar, criando uma máscara disforme de apatia. Quando olhamos nos olhos dos sonhos, revestidos de divindade, partilhando com eles a apática desistência, eles fogem-nos, partindo envolvidos num despedaçar opressor, por entre gritos suspirantes de alma e de espírito.
O espírito, a essência... serão imortais?
Se acreditares, se te abraçares, moldando o teu destino, amando a tua individualidade, bebendo da alma o fio condutor de divindade, talvez a eternidade se tatue no teu sol confidente, na tua lua límpida de sonhos, vida e amor. Se o coração ouvires, por mais dolorosas que as palavras possam soar, no estalar do sofrimento e das sombras lívidas, seguirás o teu caminho, guiando o teu destino, e no fim nada parecerá em vão. Porque foste, amaste.. e criaste. Foste divindade. E isso pincelará a eternidade límpida moldada na tua canção de amor, vida e esperança.
Mas para tudo isto, só existe uma resposta.


Ela está embebida na tua voz.


- Prefácio do meu pequeno livro Retalhos de Sentir

Publicado por Ray_Manzarek em outubro 11, 2003 03:29 PM
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outubro 11, 2003
Retalhos...

Porque a vida só acaba quando a nossa voz se perde no esquecimento de um sentir, na mágoa despedaçante de uma perda perante nós próprios, alicerçada no profundo entristecer de espírito. Porque a vida só acaba quando aniquilamos os nossos sonhos, abandonando-os na eminência do suor do campo de batalha, representação de uma realidade à qual nenhum de nós pode, nem deve fugir ou procurar ocultar, criando uma máscara disforme de apatia. Quando olhamos nos olhos dos sonhos, revestidos de divindade, partilhando com eles a apática desistência, eles fogem-nos, partindo envolvidos num despedaçar opressor, por entre gritos suspirantes de alma e de espírito.
O espírito, a essência... serão imortais?
Se acreditares, se te abraçares, moldando o teu destino, amando a tua individualidade, bebendo da alma o fio condutor de divindade, talvez a eternidade se tatue no teu sol confidente, na tua lua límpida de sonhos, vida e amor. Se o coração ouvires, por mais dolorosas que as palavras possam soar, no estalar do sofrimento e das sombras lívidas, seguirás o teu caminho, guiando o teu destino, e no fim nada parecerá em vão. Porque foste, amaste.. e criaste. Foste divindade. E isso pincelará a eternidade límpida moldada na tua canção de amor, vida e esperança.
Mas para tudo isto, só existe uma resposta.


Ela está embebida na tua voz.


- Prefácio do meu pequeno livro Retalhos de Sentir

posted by Ray_Manzarek at 03:29 PM
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