A melodia beija o rosto esquecido
Na sala que engole a felicidade de um sorriso
E as cores góticas escorrem nas paredes
Com a lágrima cortando o vazio...
Soluçar de sonhos... de uma desistência.
Percorre a face o aroma salgado
Bebendo do mar a sua pureza e sedução
Dando as mãos ao coração despedaçado.
Fragmentos abandonados ao vento
Ondulando sobre a vida e a esperança.
Respirar ofegante e ternurento...
Ecos na habitação envelhecida
Pelos tons cinzentos de uma alma
No passado voando sobre o céu celeste
Fragrância azul de amor primaveril...
Mas agora apenas a memória cruel
Uma fotografia gasta num álbum
Que dói abrir... redescobrir.
E o espelho sussurra ao ouvido
Mentiras esquartejando o espírito.
Na cinza de uma paixão...
Encontra-se o nome tatuado
Para sempre no coração.
In Retalhos de Sentir - Pequeno livro
Publicado por Ray_Manzarek em setembro 15, 2003 03:27 PM