A chuva cega a sede
A corpos esquecidos e sujos
Que habitam a rua perdida...
Do amor divino.. uno.
Nuvens dançam ao som de trovões
Testemunhas de noites.. de paixões
E desfilando sem parar
Lágrimas sentidas acariciam o mar.
Ó mar salgado que aromatizas o momento
Quanta dor enfeitiçada.. quanto tormento
Me corta a alma doente
Estou triste.. Estou carente...
Não desejo pena, nem compaixão
Apenas liberto a mágoa, a dor
Limpo as feridas ao meu coração
Quero ver o brilho , divina cor.
A espuma do passado desaparece
Dá lugar à vontade , à prece
De querer ser feliz e lutar
Sentir o viver... cantar..
Ó mar salgado que aromatizas o momento
Quanta dor enfeitiçada , quanto tormento
Me corta a alma doente
Estou triste.. estou carente...
Tecer o caminho de glória
Lutar pelo presente, preservar a memória
Amar o que somos e podemos dar
Ser feliz.. novamente sonhar.