setembro 13, 2003

Outra vez Coldplay

Não posso evitar. Ouço Coldplay e subitamente invade-me uma necessidade louca de falar e debitar mais umas pequenas palavras em relação ao grupo. Embebido pelos acordes da música "Politik", tentarei não tornar-me repetitivo, ao abordar aspectos e temáticas que julgo serem interessantes.
No início, quando o primeiro álbum deles foi lançado no mercado português, confesso que franzi um pouco o sobrolho. Lembro-me até de ter catalogado a música Yellow, como um exercício medíocre de música pop agri-doce. A letra simplesmente não se adequava ao meu ouvido, tendo muitas vezes persuadido um dos meus amigos a não comprar o álbum. É caricato e completamente absurdo, o que muitas vezes fazemos, sabendo de antemão que não possuimos o conhecimento global e suficientemente vasto para criticar algo, da forma como muitas vezes o fazemos.
Ele comprou o álbum. E foi um acto muito feliz, assim como foi o meu de lhe pedir o cd emprestado, para aprofundar a minha crítica e juízo de valor. Engoli cada palavra efervescente no passado, cada timbre negativo solto. Rendi-me à completa evidência, à profundeza límpida e sedutora dos acordes, à beleza estonteante da voz de Chris Martin. O primeiro álbum raptou-me, embebeu-me no seu perfume, deixando-me meses e meses preso a uma ilha, mergulhada em frutos e em essências. Até que não me quis libertar. E ainda hoje assim me encontro, percorrendo espaços e sentires, tentando abraçar letras e melodias. Vivenciando um acorde, uma letra, um respirar.
O segundo álbum pertenceu a outra história. De besta a bestial, este quis ser dos primeiros a comprá-lo. Recordo-me perfeitamente do momento, em que apreciei pela primeira vez as novas músicas, o saciar da minha curiosidade, da necessidade de redescobrir novos sonhos e horizontes. Ainda hoje é presença assídua na minha aparelhagem, e consta que assim irá ser por muito e muito tempo. Coldplay é um caso à parte na música dita "comercial". É, porque vende, e vende muito bem, aparte de ter uma máquina eficiente por detrás, mas também não é, porque é um grupo com letras e músicas belíssimas, as quais apresentam sentires e invocações límpidas.

Publicado por Ray_Manzarek em setembro 13, 2003 11:05 PM
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setembro 13, 2003
Outra vez Coldplay

Não posso evitar. Ouço Coldplay e subitamente invade-me uma necessidade louca de falar e debitar mais umas pequenas palavras em relação ao grupo. Embebido pelos acordes da música "Politik", tentarei não tornar-me repetitivo, ao abordar aspectos e temáticas que julgo serem interessantes.
No início, quando o primeiro álbum deles foi lançado no mercado português, confesso que franzi um pouco o sobrolho. Lembro-me até de ter catalogado a música Yellow, como um exercício medíocre de música pop agri-doce. A letra simplesmente não se adequava ao meu ouvido, tendo muitas vezes persuadido um dos meus amigos a não comprar o álbum. É caricato e completamente absurdo, o que muitas vezes fazemos, sabendo de antemão que não possuimos o conhecimento global e suficientemente vasto para criticar algo, da forma como muitas vezes o fazemos.
Ele comprou o álbum. E foi um acto muito feliz, assim como foi o meu de lhe pedir o cd emprestado, para aprofundar a minha crítica e juízo de valor. Engoli cada palavra efervescente no passado, cada timbre negativo solto. Rendi-me à completa evidência, à profundeza límpida e sedutora dos acordes, à beleza estonteante da voz de Chris Martin. O primeiro álbum raptou-me, embebeu-me no seu perfume, deixando-me meses e meses preso a uma ilha, mergulhada em frutos e em essências. Até que não me quis libertar. E ainda hoje assim me encontro, percorrendo espaços e sentires, tentando abraçar letras e melodias. Vivenciando um acorde, uma letra, um respirar.
O segundo álbum pertenceu a outra história. De besta a bestial, este quis ser dos primeiros a comprá-lo. Recordo-me perfeitamente do momento, em que apreciei pela primeira vez as novas músicas, o saciar da minha curiosidade, da necessidade de redescobrir novos sonhos e horizontes. Ainda hoje é presença assídua na minha aparelhagem, e consta que assim irá ser por muito e muito tempo. Coldplay é um caso à parte na música dita "comercial". É, porque vende, e vende muito bem, aparte de ter uma máquina eficiente por detrás, mas também não é, porque é um grupo com letras e músicas belíssimas, as quais apresentam sentires e invocações límpidas.

posted by Ray_Manzarek at 11:05 PM
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