Aprendi muito com Homens e Mulheres, que embora distintos de mim, quer na maneira de pensar quer de agir, representam traços individuais que nunca poderão ser hostilizados ou desprezados, porque constituem um sentir que lhes pertence a eles, que defendem à sua maneira. Os conhecimentos que emanam são também eles importantíssimos, e não são inferiores ou superiores aos meus. Por vezes o conhecimento de vida cimenta um conhecimento académico, profissional, porque desbrava terrenos onde o sentir representa papel primordial para uma correcta percepção e entendimento. E isto constitui um aspecto de extrema importância para todo um discorrer de vida, uma troca de saberes, um caminho profissional e humano em busca da concretização de objectivos e sonhos. É muito importante, primordial aliás, que sintamos o que fazemos, a cada respirar ou tatuar de tinta que se solta. Porque se o fizermos, sem sombras disformes de falsidade, este facilmente se identifica, a cada traço do nosso percurso, a cada pincelada que deixamos presente na outrora virgem folha de papel.
Assim como se encontra presente em cada acto de soltamos apaixonadamente, quer convivendo com outras pessoas, quer no silêncio introspectivo em que nos mergulhamos, na melancolia reconfortante da noite. O sentir, mais que uma palavra, é um acto de vida. Constitui a representação inequívoca de uma individualidade, de uma alma e essência, que nunca poderão ser hostilizadas ou desprezadas. Deverão ser valorizadas e respeitadas, pela sua diferença, pelo seu valor, pela sua existência e visão da vida e perante a vida.