setembro 07, 2003

Violação

Revi um filme na televisão, cujo conteúdo me incitou a escrever um pequeno comentário a uma realidade, que muito infelizmente, continua a povoar o Mundo, o espaço, o crescimento de individualidades e o tecido de essências.
O acto de violar representa para mim, e penso que para a generalidade das pessoas, um impulso violento, desprezível, abominável e hediondo. A violação em si encerra o que de mais soturno, horrível e nojento o Homem contem. Pergunto-me o que estará na cabeça dos violadores, quais as suas motivações, para enveredarem por tal demonstração nojenta da sua inferioridade, mediocridade psicológica e humana. Ceifar uma individualidade, esquartejá-la num ápice, enquanto se satisfaz um desejo meramente irracional, animal, completamente desprezível, é algo que os Homens não têm direito, legitimidade, nem deveriam ter poder para o fazer. Mais que leis severas e rígidas em campos jurídicos, justifica-se aprofundar a questão humana, psicológica, e vá lá, as principais motivações dos criminosos hediondos e vis.
Seja a pessoa visada uma prostituta, uma dona de casa, uma rapariga com filhos, ou uma sem abrigo, a situação obviamente reveste-se da mesma carga psicológica e emocional, e também da mesma intensidade, gravidade psicológica. Só a tentativa de visualizar uma violação, provoca em mim uma profunda raiva, dor e sofrimento, ao mesmo tempo que incita o meu ser numa parafernália de sentimentos vingativos, de escárnio, despertando o nojo por um ser que possa ser capaz de efectuar tal acção.

E quantas pessoas neste mundo já sentiram na pele tal acto hediondo, desprezível, desumano e irracional? Quantas delas viram desmoronar o seu mundo, nos minutos da violação, raptadas por um ser que as violenta sem qualquer tipo de conflito interior, minado apenas por uma satisfação rápida dos seus impulsos de animal, cujo poder lhe tolhe os movimentos, a percepção, a inteligência e sensibilidade que deveria possuir. Quantas mulheres choram de profunda dor, vendo os seus corpos e a sua alma devassadas, por vezes por completos estranhos, por vezes por pessoas que pensavam conhecer tão bem, e não sabem o que fazer ou o que pensar. Inundam-se em sofrimento e dor, por uma perda perante elas próprias, por um acontecimento que nunca se poderá apagar das suas recordações e da sua vivência. É um crime tão horrendo, tão feio e desprezível. Não consigo encontrar justificação para tal acto. Qual pode ser o prazer de uma pessoa que viola outra? Ver a sua cara de sofrimento, o seu choro compulsivo tatuado na sua face? Ouvir os seus gritos e a sua raiva? Será que o criminoso não sente repudia de si próprio, não sente vergonha do acto completamente irracional que está a cometer? E respondo à minha pergunta. Infelizmente, muitos deles não. E por isso é que o repetem, como um ritual de eleição, para satisfazer os seus desejos mórbidos e soturnos, escolhendo e seleccionando vítimas.
A nossa essência, alma e corpo, são algo que deveremos amar e preservar. Quando tal é parcialmente resgatado e violentado por outrem, e nada conseguimos fazer para o evitar, a situação explode numa profunda raiva, dor e sofrimento. Quem elabora tal acto hediondo, quiçá tendo-o imaginado vezes e vezes sem conta na sua cabeça, merece uma punição severa e rigorosa. Não vejo os violadores como Homens ou seres. Eles são coisas. Para mim são coisas. Não me merecem mais palavras

Publicado por Ray_Manzarek em setembro 7, 2003 08:29 PM
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setembro 07, 2003
Violação

Revi um filme na televisão, cujo conteúdo me incitou a escrever um pequeno comentário a uma realidade, que muito infelizmente, continua a povoar o Mundo, o espaço, o crescimento de individualidades e o tecido de essências.
O acto de violar representa para mim, e penso que para a generalidade das pessoas, um impulso violento, desprezível, abominável e hediondo. A violação em si encerra o que de mais soturno, horrível e nojento o Homem contem. Pergunto-me o que estará na cabeça dos violadores, quais as suas motivações, para enveredarem por tal demonstração nojenta da sua inferioridade, mediocridade psicológica e humana. Ceifar uma individualidade, esquartejá-la num ápice, enquanto se satisfaz um desejo meramente irracional, animal, completamente desprezível, é algo que os Homens não têm direito, legitimidade, nem deveriam ter poder para o fazer. Mais que leis severas e rígidas em campos jurídicos, justifica-se aprofundar a questão humana, psicológica, e vá lá, as principais motivações dos criminosos hediondos e vis.
Seja a pessoa visada uma prostituta, uma dona de casa, uma rapariga com filhos, ou uma sem abrigo, a situação obviamente reveste-se da mesma carga psicológica e emocional, e também da mesma intensidade, gravidade psicológica. Só a tentativa de visualizar uma violação, provoca em mim uma profunda raiva, dor e sofrimento, ao mesmo tempo que incita o meu ser numa parafernália de sentimentos vingativos, de escárnio, despertando o nojo por um ser que possa ser capaz de efectuar tal acção.

posted by Ray_Manzarek at 08:29 PM
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