Na habitação envelhecida
Apodrecem lado a lado
Sementes envenenadas e esquecidas
De dor ... e mágoa..
Ninguém as colhe , as alimenta
No final apenas reside...
A tristeza , a saudade...
Som de almas , ecoar de sentidos
Claustro melancólico de lágrimas
Paira no ar o aroma mórbido
Atmosfera gélida e disforme...
Deixaste-te penetrar pela Morte.
Um corpo percorre as masmorras
Deixa-se alimentar do sofrimento
Sacrifica-se pelo seu sonho
Pela sua alma e devir.
Ergue nas suas mãos doridas
O fruto esquecido da divindade
O perdão , a força de vontade
Jorram incessantes no seu espirito.
Traz consigo as sementes ...
A certeza de um passado
Que não esquecerá.