Sentinelas hirtas libertam a sua ira
Postadas no chão , crianças jorram sangue
Momento apático , aponta-se a mira
Cabeças rolam na calçada... grande..
Ninguém se importa.. ninguém quer saber
Cada vida é individual, não há que dizer
Limpa-se o sangue com esfregonas
Pontapeiam-se os corpos , para as lonas
A humanidade está doente
O ser sofre , está carente
Tudo se pisa , se destrói
Chora-se de raiva , a realidade dói.
Podiam-se colocar perguntas
Questionar procedimentos, minutas
Nada vale a pena, e se resolve
Solta-se o tiro, tudo encobre.
Cospe-se na cara de almas envelhecidas
Ignora-se a irmandade e o amor
Canções do sentimento, já desaparecidas
Aqui apenas reside o frio , a dor.
A Humanidade está doente
O ser sofre, está carente
Tudo se pisa, se destrói
Chora-se de raiva, a realidade dói.