Dúvidas que cercam a alma
Torturam a paz, a calma...
Evita-se o sofrimento
O ser fica doente... sonolento
As mãos doridas caçam a presa
A chama mantém-se imóvel.. acesa.
Calor que inundas o momento
Capta a lembrança... o tormento.
Fumo fugaz de divindade irrisória
Incendeia a luz, a memória
Canção desesperada de sonhos
Desfilam animais... medonhos...
O vazio preenche a prateleira
Inunda de poeira disforme
Parasitas alimentam-se da madeira
Um corpo desiste... dorme.
É o final de uma prece
O encerrar de uma vida
A memória... que nunca cesse
Porque a alma... está perdida.