Uma casa abandonada
Clama por uma alma
Solitária e apaixonada
Que acolha em si um pedaço
Adormecido de história.
Dois testemunhos do passado distante
Unidos num laço pretérito de compaixão
De amor.
Uma atmosfera estagnada boia
Ardentemente
Nos confins poeirentos do sonho pretérito.
Ocultados por quatro paredes forradas
Por seres
Idosos.
Caminho lentamente
Ouvindo os meus passos soar
Lá fora, no vazio triste e verdejante
Da floresta
Avisto o último choro
O derradeiro suspiro
De uma alma abandonada por todos...
Mas que me acolheu
Na sua pequenez...
E eu com ela
Fiquei para sempre
Maior.
Como Homem
Como Ser.
Velha glória idosa
Não me esquecerei
De ti.
Muito bom muito bom. Pa proxima fecho o site.
Estou começando a conhecer seu sítio e já estou me encantando com este primeiro poema, de uma sensibilidade enorme! Lindo!
Flávia